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A dicotomia entre medicação (cuidado, saúde, acolhimento) e repressão (contenção, punição e uso da força legal) expressa um conflito histórico nas políticas públicas brasileiras.
Esse embate revela a tensão entre dois modelos:
Quando aplicada à Guarda Municipal, essa disputa evidencia a fragilidade da integração entre saúde, assistência social e segurança pública, principalmente no atendimento a populações vulneráveis.
A Lei 13.022/2014 estabelece que as Guardas Municipais são responsáveis pela proteção preventiva e comunitária, não sendo, em regra, polícia ostensiva.
Na prática, porém, a GM atua diretamente em situações como:
Sem suporte adequado da rede de saúde, a tendência é recorrer à repressão como solução imediata.
A repressão parte de uma visão que criminaliza a pobreza e a doença.
Em vez de resolver, a repressão apenas desloca o problema para outro espaço.
A “medicação”, neste contexto, representa o paradigma da saúde mental e redução de danos.
Essa abordagem reduz violência, reincidência e custos sociais.
O problema é a fragilidade da rede pública, especialmente em horários críticos.
| Critério | Repressão | Cuidado |
|---|---|---|
| Objetivo | Restabelecer ordem | Proteger a pessoa |
| Meios | Força e condução | Diálogo e encaminhamento |
| Resultado | Judicialização | Tratamento e redução de danos |
A questão central é: por que a Guarda Municipal continua sendo usada como resposta principal para problemas que são, na verdade, de saúde pública?
A atuação da Guarda Municipal revela os limites do modelo repressivo isolado.
O cuidado não é apenas mais humano — é mais eficiente.
O caminho está na integração entre segurança, saúde e assistência social, transformando a GM em ponte para o cuidado, e não apenas instrumento de controle.
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