Ative as notificações e receba notícias importantes em tempo real!
Em 1912, o estado de Alagoas viveu um dos episódios mais marcantes de intolerância religiosa da história do Brasil: a chamada “Quebra de Xangô”.
Esse evento ocorreu principalmente em Maceió e teve como alvo os terreiros de religiões de matriz africana, como o Xangô — prática profundamente ligada à identidade cultural afro-brasileira.
Na época, o Brasil ainda carregava fortes marcas da escravidão, abolida apenas em 1888. A população negra, recém-liberta, enfrentava:
A Quebra de Xangô foi uma onda organizada de ataques violentos contra:
Grupos invadiram espaços sagrados, destruíram objetos religiosos e perseguiram comunidades inteiras. O movimento contou com forte incentivo político e ideológico da época, sendo frequentemente associado à atuação de Fernandes Lima, apontado por diversos estudos como um dos principais articuladores e incentivadores da repressão às religiões afro-brasileiras em Alagoas.
Mesmo com a repressão, essas tradições não desapareceram e sobreviveram através da resistência cultural.
Hoje, o episódio é símbolo da luta contra a intolerância religiosa no Brasil.
O Estado de Alagoas reconheceu oficialmente a gravidade do ocorrido e pediu desculpas públicas.
A Quebra de Xangô mostra que, mesmo diante da violência, a cultura afro-brasileira resistiu e permanece viva.
0% concluído
0%
📁 Ou faça upload: